terça-feira, abril 12, 2011


Pósfacio

Aos son dos sinos

   Já estava cansada de ficar trancada nesse quarto, ainda haviam muitas missões para eu cumprir. Sobre essas quatro paredes acolchoadas  eu me sentia uma prisioneira só conseguia ver um pouco do céu  pois a única janela ficava a três metros de onde eu estava, era atordoante tudo aquilo e eu me sentia uma completa inútil pois meu trabalho ainda era a única coisa que me mantinha viva ou pelo menos a ideia de que um dia eu poderia voltar a faze-lo.
  Hoje era dia de visita  somente minha filha Lorena veio me ver, como eu ela também estava sofrendo os mesmos distúrbios, só que  não poderia falar o que eu tinha passado ou por que  estava aqui, ela pensava que eu havia surtado por causa do meu trabalho,o trabalho em que eu ganho dinheiro porém não era por causa disso mais acho que ajudou um pouco com uma pequena porcentagem.
   Lorena era uma menina cheia de vida ,seus cabelos  loiros que puxaram ao de seu pai, cacheados  e brilhantes sobre o sol radiante do meio dia ela tinha uma grande personalidade o certo tipo de filha que toda a mãe se orgulharia de ter mas isso estaria disposto a  mudar não por que ela gostaria mas por que ela seria obrigada a fazer o que jamais pensaria em fazer e eu estava com medo por ela pois um  dia assim com eu ela poderia vir parar aqui presa em uma cela sem poder cumprir o que eles mandarem e ficar presa a esse destino lamentável para toda a sua vida
  Conversamos sobre sua escola e  de seu irmão maso que eu estava mais interessada era sabe sobre seu pai a pessoa que realmente era mais importante da minha vida mais importante que meus filhos ele era a única coisa que me dava paz mesmo que ela fosse temporária ele me dava total segurança mesmo quando eu estava em crise, e ele sabia do que acontecia comigo.
  Tudo estava ficando  muito pior do que eu esperava, infelizmente Lorena herdou isso de mim e não poderia tirar isso dela, mas eu não sei onde eu errei pois ela não era nada parecida comigo quando eu tinha sua idade,algo estava totalmente errado ali e eu teria que descobrir.
    Depois dela ter ido embora fui para minha prisão acolchoada  tentar pensar em muitas coisas, coisas que estavam atormentando meus pensamentos. Eles dois estavam bem ali comigo sentados  naquele chão macio olhando para mim me condenando  por eu não estar la fora cumprindo o meu dever só os olhos  de Anel me condenava muito mais do que o de Orum que já não estava tão convicto de que estava fazendo algo de bom.
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